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Notícias / Utilidade Pública

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Paulo Barreto, Guerreiro da Verdade.
Mirassolândia - quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Na última semana perdemos um amigo. Eu perdi um amigo. Um grande amigo. Um amigo daqueles que é amigo de todo mundo, a ponto de ser unanimidade quando se fala em companheirismo. Uma pessoa rara, daquelas que vem ao mundo uma vez só de tempos em tempos. Hoje, Paulo Barreto não está mais entre nós, mas cada um nós tem algo dele. Algo bom, algo especial.

Paulo tinha 56 anos. Era filho do Sêo Augusto da Farmácia e da Dona Antonia. Também tinha um irmão, Antonio Augusto. A farmácia do Sêo Augusto Barreto foi a salvação da saúde de muitas pessoas, da mesma forma que a Dona Antonia alfabetizou centenas de nós, mirassolandienses. Paulo era casado com Silvana de Fátima Talhatti Barreto, professora e vereadora em seu segundo mandato consecutivo. Tinha duas filhas, Ana Carolina e Ana Paula. Era filho, irmão, marido e pai. Como poucos.

Fez faculdade de Administração. Trabalhou na agencia no Bradesco, quando esta existia na cidade. Depois foi transferido para a agência de Mirassol onde foi subgerente. Tempos depois, trabalhou na Prefeitura como agente administrativo, onde conheceu todo o funcionamento da administração municipal. Parece até que estava se preparando, pois tempos depois, foi eleito vice-prefeito no mandato de David Pavanete, entre 1992-1996.

Em 2000, assumiu talvez a maior responsabilidade de sua vida. Foi eleito Prefeito, tendo como vice o amigo e também funcionário da Prefeitura, Odécio Boschesi. Num mandato cheio de altos e baixos, enfrentou uma das maiores crises financeiras do Governo Federal que atingiu em cheio os municípios, reduzindo as verbas drasticamente. Mesmo assim, as realizações da sua administração são visíveis até hoje. Conjuntos habitacionais, poços artesianos, escolas, asfalto em Macaúbas, podem ser algumas de suas realizações mais marcantes e visíveis.

Mas esse era o Paulo prefeito. O Paulo que nós conhecemos era um outro cara. Gostava muito de pescar e era o cozinheiro nas pescarias. Adorava fotografias! Era um excelente contador de histórias da Mira e seus personagens. Histórias hilárias que eu mesmo ouvi diretamente dele e ainda reproduzo para amigos até hoje. Era carismático. Atraia as pessoas ao seu redor e nos fazia sentir bem. Tinha um altruísmo enorme, ajudava muita gente sem fazer alarde. E jamais quis se promover com isso.

Paulo era simples. Idolatrava sua família e fazia tudo por ela. Tinha uma lealdade enorme com seus amigos, sou prova viva disso. Nunca o vi desejar nem fazer o mal à ninguém, acho que ele era incapaz disso. Por isso era uma pessoa tão rara, incomum nos tempos de hoje. Talvez até mesmo por isso tenha ido embora tão cedo e nos deixado aqui com essa saudade enorme.

Um cara igual ao Paulo vem, faz a diferença no mundo em que o rodeia e volta pra Deus. E deixa dentro de nós uma semente, uma crença: ainda há gente boa nesse mundo. Paulo era assim. Paulo foi assim. Fique com Deus meu amigo.

 

*Jornalista, Professor Universitário e Diretor da UNILAGO/Rio Preto

Por Arnaldinho F. Vieira
 
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